Dor do Normal
Hoje falo sobre o que é não pertencer Aquilo que dizem ser tolice e que todos fingem não ver Não é por amor à instabilidade ou porque nos apetece desistir É a dificuldade em florir porque a única saída é fugir É sobre um mundo que fala diferente de nós E quanto mais definem metas, mais nos sentimos a sós É sobre um sentido de justiça que todos dizem apreciar Mas na hora de serem alvos, são os primeiros a calar É sobre uma veia sentimental que começa por ser benefício Mas muita profundidade já vira malefício Tudo na dose certa como um protocolo ou um bolo Como se fôssemos marionetas ou porções de autocontrolo Tanto se falou de inclusão, mas sempre tão pouca adaptação O diagnóstico só serve para quem não lhes faz comichão Estatutos sobem à cabeça, salários vestem novos corpos Já se esqueceram que foi a brincar na terra que ganharam anticorpos Não aceito essa amnésia comprada É por isso que por vezes sou vista como a culpada Trago impressa em...











